Conheça os 40 finalistas do 2º Concurso Nacional Família Literária

Dolores Flor
Publicado em 01 de Novembro de 2026 ás 13h 34min

Com o tema “A travessia das palavras”, edição reúne escritores e estudantes em uma seleção que valoriza a imaginação, a memória e a expressão poética

 

A Família Literária e a Editora Ações Literárias apresentam os finalistas do 2º Concurso Nacional Família Literária, iniciativa integrante da programação da 7ª Blitz Literária, em Sinop, Mato Grosso. A seleção reúne 20 participantes na categoria Escritores e 20 na categoria Estudantes.

 

Com o tema “A travessia das palavras”, os poemas percorrem experiências de descoberta, identidade, pertencimento, afeto e transformação. A escrita aparece como possibilidade de compreender o vivido, compartilhar sentimentos e construir encontros entre autores e leitores.

 

Os critérios previstos no edital contemplam adequação temática, originalidade e criatividade, qualidade literária, expressividade poética, uso da linguagem, ritmo, construção estética, coerência e força da mensagem, além da correção gramatical compatível com a proposta artística.

 

A relação está organizada em ordem alfabética, sem indicação de colocação. Cada apresentação destaca aspectos literários que fundamentam a indicação do poema nesta etapa. Na próxima etapa, serão definidos os cinco premiados de cada categoria.

 

CATEGORIA ESCRITORES

 

Bernadete Crecencio Laurindo — Sinop/MT
Poema: “Travessia...”
A repetição de “Uso palavras” organiza o ritmo e sustenta a imagem da escrita como passagem. O poema se destaca pela unidade e pela relação entre o cotidiano, a imaginação e as possibilidades de transformação da linguagem.

 

Bia Barbosa — Nova Odessa/SP
Poema: “A pescadora”
A pesca representa o processo de criação, da descoberta de uma ideia ao esforço da reescrita. A continuidade da metáfora e a ambiguidade do desfecho conferem originalidade e densidade à reflexão sobre o fazer poético.

 

Daniel Izidoro — Sinop/MT
Poema: “Currículo Lattes”
O vocabulário acadêmico ganha novos sentidos ao encontrar dúvidas, dores e aprendizagens da vida. A ironia e os jogos de linguagem constroem uma voz própria, aproximando formação intelectual e experiência humana.

 

Dhienifer Eduarda Signorini Ribeiro — Sinop/MT
Poema: “Fora do molde”
O texto acompanha um percurso de identidade e autoaceitação. Sua força está na clareza emocional e na passagem entre a tentativa de corresponder às expectativas externas e a descoberta da liberdade de ser.

 

Djordana Cecília Bombarda — Sinop/MT
Poema: “Quando a palavra atravessa o coração”
A palavra aparece como presença que inspira, ilumina e acolhe. A organização das estrofes e a continuidade da mensagem aproximam a expressão poética de uma experiência de encontro e cuidado.

 

Edson Bento — Campo Grande/MS
Poema: “Caminhança”
A oralidade e o ritmo conduzem uma reflexão sobre esperança e persistência. O poema encontra sua expressão mais particular no fechamento, que transforma a distância em possibilidade de chegada interior.

 

Eliane Rodrigues de Sousa Javarini — Linhares/ES
Poema: “Entre livros e sentimentos”
A biblioteca se torna lugar de reconhecimento e acolhimento. Ao aproximar leitura, memória e experiência pessoal, o poema desenvolve a ideia de que os livros atravessam vidas e ajudam a compreender sentimentos.

 

Elvira Drummond — Fortaleza/CE
Poema: “Ótica poética”
Imagens sensoriais e referências literárias constroem um olhar capaz de ampliar o mundo. A composição relaciona poesia, diversidade e convivência, destacando a linguagem como possibilidade de transformação da percepção.

 

Fernanda Morais — Garça/SP
Poema: “Chegar lá”
A concisão prepara uma mudança de perspectiva no encerramento. Depois de apresentar diferentes maneiras de atravessar espaços, o poema reconhece na palavra uma condição fundamental para alcançar outros lugares e sentidos.

 

Francisco Guilherme — Santo André/SP
Poema: “(Falta de) Intimidade”
O diálogo com a palavra transforma a dificuldade de escrever em matéria poética. Perguntas, jogos verbais e mudanças de tom dão personalidade ao texto e fazem o tema acontecer na própria linguagem.

 

Mariane Oliveira Brugnari — Jacarezinho/PR
Poema: “Distância da luz”
A brevidade e as imagens sugestivas abrem espaço à interpretação. O poema evita explicar inteiramente seus sentimentos, convidando o leitor a participar da construção de sentidos sobre presença, cuidado e percepção.

 

Mauro André Oliveira — São Paulo/SP
Poema: “Chuva de palavras no bosque de uma página em branco”
Elementos da gramática se encontram com rios, flores e pássaros para representar o nascimento da escrita. A composição se destaca pela invenção de imagens e pela relação entre linguagem, criação e experiência humana.

 

Paula Gibbert — Santa Carmem/MT
Poema: “As palavras no silêncio”
Em poucos versos, o texto concentra a tensão entre pensamento, voz e silêncio. A construção sonora e a unidade das imagens sustentam uma reflexão sobre aquilo que procura expressão mesmo quando permanece calado.

 

Paulo Aquino de Souza — Iguatu/CE
Poema: “Os elementos do poema”
A forma estruturada e a sequência de perguntas aproximam a criação poética dos elementos naturais. Vento, água, fogo e terra participam da reflexão sobre como o sentimento e o pensamento encontram forma no verso.

 

Pedro Pontenegra — Campinas/SP
Poema: “O poema prende a palavra”
O paradoxo entre prender a palavra e libertar o sentimento organiza a composição. A escrita aparece como permanência no papel e, ao mesmo tempo, como possibilidade de alcançar outras pessoas e lugares.

 

Rosilene Rodrigues Neves de Meneses — Sinop/MT
Poema: “As palavras são borboletas”
A circulação das palavras ganha uma atmosfera cósmica, entre estrelas, rios e galáxias. A riqueza visual e a continuidade das estrofes desenvolvem a busca da linguagem por encontro, presença e acolhimento.

 

Sirlene Ferreira — Santa Carmem/MT
Poema: “Entre a Terra e a Palavra”
O percurso entre o campo, a escrita e a sala de aula dá concretude ao tema. A aproximação entre sementes e sílabas articula memória, ensino e escuta, valorizando a descoberta da voz de cada estudante.

 

Soraya Utsumi — Uberaba/MG
Poema: “Atravessar paredes”
A descoberta da escrita nasce de imagens concretas e de uma experiência de insegurança. A composição avança até reconhecer na palavra a capacidade de ultrapassar o isolamento e encontrar outros leitores.

 

Thon Borges — Rio de Janeiro/RJ
Poema: “Medida”
Uma camisa sustenta a reflexão sobre identidade e expectativas. A economia da linguagem e a força dos gestos permitem que a transformação do personagem seja percebida sem explicações excessivas.

 

Valter Figueira — Carlinda/MT
Poema: “Devaneios”
O desejo de voar acompanha a passagem da infância à maturidade. A progressão e a dúvida final entre sonho e experiência conferem unidade a uma reflexão sobre liberdade, perdas e permanência da imaginação.

 

CATEGORIA ESTUDANTES

 

Adrianny Mendes Costa — Carlinda/MT
Escola Estadual Cívico-Militar Tancredo de Almeida Neves
Poema: “Enquanto atravessam”
O texto explora a capacidade das palavras de acolher e ferir, construir e destruir. A progressão das imagens e o reconhecimento dessa ambivalência estabelecem uma relação consistente com o tema do concurso.

 

Aishela Nunes Valica — Sinop/MT
EMEB Aleixo Schenatto
Poema: “Palavras que transformam”
Leitura, escrita e convivência se aproximam em uma mensagem de respeito. A sequência de gestos e sentimentos valoriza a palavra como possibilidade de amizade, reconciliação e criação.

 

Alice Adelaide Werberich — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “O mistério das letras”
Imagens de navegação, tinta e leitura conduzem a descoberta da expressão escrita. A organização das estrofes e a continuidade temática dão unidade ao percurso imaginado entre quem escreve e quem lê.

 

Anabel Schneider Campagnolo — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “Minha primeira vez na escola”
A entrada na escola se transforma em experiência de encontro, aprendizagem e descoberta. O texto articula medo, amizade e esperança, reconhecendo a formação escolar como parte de uma transformação pessoal e coletiva.

 

Andressa Machado do Nascimento — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “O tempo”
A permanência das lembranças é construída por imagens de luz e pequenos afetos. A concisão e a delicadeza dão forma à relação entre saudade, memória e continuidade da experiência.

 

Camylle Dayára de Souza dos Passos — Carlinda/MT
Escola Municipal Cecília Meireles
Poema: “Futuro cedo...”
A composição relaciona amadurecimento, ausência e saudade. Ligações, cartas e lembranças oferecem diferentes imagens para expressar os encontros e as distâncias que atravessam a vida.

 

Clara Frantz — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “TERROR”
A atmosfera é construída com luzes, tempestade e aparições. A linguagem concisa e a coerência das imagens mostram a experimentação de um registro poético próprio, explorando a imaginação e os efeitos da leitura.

 

Emanuelle Marçal de Sousa — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “Minha voz”
A voz representa a descoberta da expressão pessoal. Perguntas e tentativas organizam um percurso entre o receio de errar e a coragem de participar, dando unidade à experiência apresentada.

 

Emanuelly Luiza da Silva Rodrigues — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “Pensar é muito bom, mas imaginar...”
A imaginação conduz deslocamentos entre paisagens e encontros afetivos. A liberdade inventiva permite transformar sentimentos em cenas, valorizando a palavra como espaço de criação e descoberta.

 

Gabriel Batista de Campos — Carlinda/MT
Escola Estadual Cívico-Militar Tancredo de Almeida Neves
Poema: “A Travessia das Palavras”
O texto reúne vulnerabilidade, vínculos familiares e desejo de tranquilidade. A fala pessoal estabelece uma relação entre os desafios vividos, o apoio recebido e aquilo que o participante deseja comunicar.

 

Hugo Gabriel Lima de Quadros — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “Minhas perdas”
O relato organiza acontecimentos concretos para expressar a experiência do luto. O encerramento aproxima perda e identidade, demonstrando como a escrita pode dar forma a sentimentos difíceis de nomear.

 

Hugo Silveira Schuck — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “A oportunidade sempre chega”
A repetição dos adiamentos prepara um encerramento surpreendente. O desejo de assistir a uma partida se transforma em participação, construindo uma passagem expressiva entre expectativa e realização.

 

Isadora Souza de Oliveira — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “Memórias”
A lembrança de amizades é apresentada de maneira breve e concentrada. A passagem entre convivência e ausência sustenta a expressão da saudade e mostra como a escrita preserva experiências afetivas.

 

João Vitor da Silva Parpinelli — Carlinda/MT
Escola Municipal Joaquim Nabuco
Poema: “Saudades do sertão”
A voz próxima do cordel e as imagens da paisagem sertaneja valorizam pertencimento e memória cultural. O poema reconhece na palavra uma forma de transmitir histórias e manter vivas experiências coletivas.

 

Kamille Daniela Pereira Souza — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “Pétalas que o vento não levou”
As pétalas representam aquilo que permanece apesar das mudanças. A continuidade da metáfora dá unidade à composição e transforma a memória amorosa em uma imagem que acompanha o leitor até o encerramento.

 

Kauany da Silva — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “O gato desaparecido”
O relato constrói expectativa a partir de uma experiência cotidiana. A resistência final à perda da esperança dá personalidade à voz e oferece um fechamento expressivo para a história apresentada.

 

Lauriane Aparecida Souza Oliveira — Carlinda/MT
Escola Municipal Cecília Meireles
Poema: “Quando é amor”
O poema procura distinguir cuidado de manipulação afetiva. A linguagem próxima da experiência juvenil e a valorização da presença e do apoio constroem uma mensagem de respeito nas relações.

 

Lorena Astrissi da Silva — Sinop/MT
Centro Educacional Lindolfo José Trierweiller
Poema: “Os cavalos”
A organização das estrofes, a construção sonora e a continuidade das imagens dão unidade ao poema. Passos, crina, olhar e relincho compõem uma presença ligada à paisagem, ao movimento e à convivência humana.

 

Pedro Ferreira Abreu — Carlinda/MT
Escola Municipal Manoel Bandeira
Poema: “Palavras Ferem a Alma”
Uma fala cruel é apresentada a partir da dor de quem a recebe. O texto denuncia seus efeitos e concretiza uma questão central do concurso: a responsabilidade envolvida naquilo que dizemos aos outros.

 

Yasmim de Paula Krul — Santa Carmem/MT
Escola Municipal Selvino Damian Preve
Poema: “A travessia da música”
Música e palavra aparecem como caminhos de expressão e transformação emocional. A continuidade entre as estrofes e as imagens de passagem sustentam a relação entre escuta, sentimento e imaginação.

 

Uma seleção que aproxima diferentes vozes

A etapa final reconhecerá cinco participantes de cada categoria, conforme os critérios e procedimentos do edital. A indicação entre os finalistas valoriza também o percurso de criação, a participação e a disposição de compartilhar uma experiência por meio da poesia.

 

Os poemas vencedores e outros textos aprovados poderão integrar a Antologia Nacional Família Literária: A travessia das palavras, ampliando a circulação dessas vozes entre leitores, escolas e espaços culturais.

Informações e comunicados oficiais podem ser acompanhados pelo site www.familialiteraria.com.br.

 

Comentários

Parabéns a todos os selecionados.

Manoel R. Leite | 01/11/2026 ás 15:01
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Parabéns aos concorrentes e aos selecionados!

Lorde Égamo | 01/11/2026 ás 18:29
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Estou muito feliz com meu nome na lista dos escritores finalistas e mais feliz ainda em ver os nomes de 12 alunos da minha escola selecionados entre os 20 finalistas.

Paula Gibbert | 01/11/2026 ás 20:20
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Parabéns a todos finalista fico feliz por vocês

Maria Lurdes | 01/11/2026 ás 22:24
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Parabéns a todos os participantes deste concurso, feliz por figurar entre os 20 melhores poemas.

Edson Bento | 02/11/2026 ás 05:30
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