Dalton Trevisan


Publicado em 30 de Março de 2026 ás 10h 18min

Dalton Trevisan (Curitiba, 14 de junho de 1925 – Curitiba, 9 de dezembro de 2024) foi um escritor brasileiro, considerado um dos maiores contistas da literatura em língua portuguesa. Conhecido como “o Vampiro de Curitiba”, destacou-se por sua escrita concisa e por uma vida de reclusão, centrada inteiramente na obra literária.

 

Fatos-chave

  • Nascimento: 14 de junho de 1925, Curitiba, PR
  • Falecimento: 9 de dezembro de 2024 (99 anos)
  • Obra mais famosa: O Vampiro de Curitiba (1965)
  • Prêmios: Camões (2012), Machado de Assis (2011), quatro Jabutis
  • Formação: Direito pela Universidade Federal do Paraná
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Estilo e temas

Trevisan criou uma dicção própria baseada em elipses, frases curtas e ironia cortante. Seus contos tratam da vida urbana e dos dramas íntimos de personagens comuns — os “Joões” e “Marias” — ambientados em Curitiba, cidade que se tornou símbolo de sua ficção. O erotismo, o cotidiano e a violência doméstica aparecem como metáforas da solidão moderna.

 

Carreira literária

Estreou oficialmente com Novelas nada exemplares (1959), depois de editar a revista Joaquim (1946–1948), que revelou nomes como Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade. Publicou mais de cinquenta livros, entre eles Cemitério de Elefantes (1964), A Guerra Conjugal (1969) e o único romance, A Polaquinha (1985). Sua obra foi traduzida para diversas línguas e é estudada em universidades do Brasil e do exterior.

 

Reclusão e legado

Avesso a entrevistas desde os anos 1970, Trevisan cultivou uma imagem de autor invisível, privilegiando a obra em detrimento da figura pública. Viveu quase toda a vida em Curitiba, onde sua antiga residência será transformada em espaço cultural. O centenário de seu nascimento, em 2025, é marcado por homenagens e pela nova Coleção Dalton Trevisan da editora Todavia, que reúne 36 volumes revisados.

 

 

 

Fonte: Antologia de Abril

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