A casa da da saudade

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 01 de Junho de 2026 ás 16h 08min

A Casa da Saudade

 

Há uma casa antiga, guardada bem dentro do meu peito,

um lugar onde a saudade, pontualmente, acende velas ao entardecer.

As janelas permanecem sempre abertas para o vento que passa,

como se, teimosas, ainda esperassem por alguém que há de voltar.

 

Nas paredes desgastadas moram os retratos do tempo,

sorrisos eternizados, guardados em molduras feitas de silêncio.

E cada lembrança ali guardada é como uma flor adormecida,

que desperta, abre as pétalas e vive, logo quando a noite chama o meu nome.

 

Às vezes, sento-me e converso com as estrelas no céu,

feito quem escreve cartas sinceras endereçadas ao infinito.

Elas não me respondem com palavras, mas cintilam suavemente,

e esse brilho amigo é tudo o que basta para aquietar a minha dor.

 

Há ausências que, infelizmente, se tornam eternas,

como rios que correm e correm, mas nunca encontram o mar.

Mas também existem aqueles amores tão profundos e verdadeiros

que continuam vivos, fortes e presentes, muito depois da partida.

 

E assim, então, eu sigo o meu caminho, entre lágrimas e auroras,

carregando firme no coração tudo aquilo que o tempo não matou.

Porque eu aprendi que o amor verdadeiro nunca, jamais termina:

ele apenas se transforma em luz, brilhando intensamente

dentro da própria saudade. 

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