A dança das borboletas
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 30 de Maio de 2026 ás 14h 09min
A Dança das Borboletas
Na dança leve das borboletas,
as cores se desdobram em plena primavera,
pétalas de sonho que flutuam no ar,
tão alegres e vivas como risos ao sol,
são sussurros suaves de um tempo bonito que não cessa.
Elas pousam suavemente sobre as flores,
apenas um instante, um breve e doce respiro,
feitas de papel e luz, formando um mosaico vivo
neste jardim que é pura vida,
um eco eterno de metamorfoses e renascimentos.
Suas asas, delicadas e frágeis como promessas,
contam histórias de voos altos e puros,
a história de quem um dia sonhou ser
muito mais do que um simples casulo escuro —
muito mais do que a sombra de um dia qualquer.
A cada batida de asas,
silenciosamente, como um segredo,
elas despertam em nós a lembrança clara
de que tudo, na vida, pode mudar e se transformar,
e que a verdadeira beleza é feita de voos livres e corajosos.
E assim, elas partem, saem ao encontro do mundo,
borboletas que nos ensinam, em cada movimento,
que o essencial reside justamente no que é efêmero,
que cada flutuar no ar é um milagre único,
e cada contato suave é uma saudade que já começa a florescer.
Então, olhemos com carinho para elas,
essas pequenas e brilhantes mensageiras do ar,
com os seus voos graciosos que nos dizem, sem palavras,
que ainda existe magia,
mesmo nos dias mais simples,
sempre nos corações que permanecem abertos.