A queda do outono
Outono | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 15 de Março de 2026 ás 10h 24min
Outono está caindo sobre os sonhos adormecidos,
A luz dourada se esvai no ar frio da manhã,
As folhas secas sussurram segredos antigos,
Enquanto a neblina envolve a paisagem quieta;
Um véu de prata cobre o sono profundo e lento,
Onde a memória repousa em paz, sem alarme.
A natureza se prepara para um tempo de descanso,
Embora o silêncio agora envolva os sonhos adormecidos.
O vento frio sopra um ritmo lento,
Afastando o calor do verão e a luz da manhã.
A terra se recolhe sob um manto de quieta
Esperança, contida nos seus segredos antigos.
Os pássaros em bando contam histórias antigas,
De céus distantes, longe de qualquer alarme.
A brisa carrega um cheiro de terra quieta,
E o mundo parece feito apenas para os sonhos adormecidos.
As sombras se alongam com a breve manhã,
Um convite suave para o repouso lento.
O rio corre com um murmúrio lento,
Refletindo a cor dos troncos e os segredos antigos.
As cores mudam a cada nova manhã,
Um espetáculo suave, sem pressa nem alarme.
Tudo se acalma nos campos e nos sonhos adormecidos,
Aguardando a neve na quietude certa.
A quiete a alma nesta hora quieta,
Onde o tempo parece correr num passo lento.
Os pensamentos se tornam gentis, os sonhos adormecidos,
Guardando no peito as lembranças antigas.
Não há razão para pressa nem para alarme,
Apenas a beleza que se revela na manhã.
Que venha o sono trazido pela serenidade,
E a paz se instale nesta paisagem quieta.
Outono embala sem temor ou alarme,
Um ciclo que se cumpre em compasso lento.
Guardemos no peito estes segredos antigos,
Enquanto repousamos nos sonhos adormecidos.
O vento sussurra segredos antigos, lentos,
Na quietude da manhã, sobre os sonhos adormecidos, sem alarme.