ACOLHIDA

| | 2025 - Antologia Keila Rackel Tavares e convidados | Bernadete Crecencio Laurindo
Publicado em 13 de Agosto de 2026 ás 16h 28min

Acolhida

 

Hoje eu parei

Me olhei nos meus olhos

Reparei minhas feridas

Minhas dores, meus estragos

 

Me sentei perto de mim

Me escutei

Enxuguei

As minhas lágrimas

Me aconcheguei

bem junto do coração

 

Me fiz um chamego

Enxuguei meu suor

Tirei dos olhos

meus cabelos rebeldes

 

Segurei minha mão

e segui...

 

Comentários

Este poema de Bernadete revela a mensagem sagrada de que devemos amarmos a nós mesmos. Este ato não é egoísmo, mas, sim: puro acolhimento. Com ele não há espaço para a solidão e não há guarida para a estagnação. É a busca necessária que reúne forças para continuarmos o nosso viver, a nossa caminhada!

Lorde Égamo | 21/08/2026 ás 12:50
Responder

Sábia, como sempre, a ponderação do amigo Poeta Enoque! Gratidão!

Bernadete Crecencio Laurindo | 21/08/2026 ás 19:28

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