ALUCINÓGENO
Tony Antunes
Ano passado morri mil vezes,
Acordei no fio da sarjeta,
Lambi a língua do Papa,
comi moscas à beira das
[carniças.
Delirei demais com medo, medo,
[medo...
A coisa aparecida não apareceu
[pra mim!
Cuspi aos ácaros dos pecados,
Arrotei nas curvas dos destinos,
Beijei o asfalto quente ao meio
dia de um frio atormentador.
Sendo apenas um rapaz latinordestino,
Sertanejei meus débitos íntimos
No calor da madrugada em solidão,
Alucinei-me nos talhos das goivas
Cortando minha alma em cem pedaços.
Palmares, 27/2/2025
RESPEITEM-SE OS DIREITOS AUTORAIS
Lei 9610, 19 de fevereiro de 1998
Comentários
Este poema sugere a dualidade entre o prazer e o perigo! O termo utilizado como título, "Alucinógeno", já insinua que é algo que faz bem no momento, causando euforia, mas que pode levar à perda de si mesmo, à desilusão, quando o efeito se esvai!
Lorde Égamo | 20/03/2026 ás 19:57Lindíssimo poema adorei parabéns sucesso
Maria Lurdes | 20/03/2026 ás 20:06