“Amar é alinhar as almas”
Ele caminhava pela vida como um pássaro que esquecera o mapa do céu. Voava, sim, mas sem direção, pousava em galhos frágeis, confundia liberdade com solidão. Até que um dia encontrou uma mulher que não tentava prendê-lo, apenas o olhava com verdade. Ao lado dela, ele não precisou ser herói nem dono do mundo; pôde ser menino outra vez, curioso, inteiro. E foi ali que percebeu: amar não era perder asas, era finalmente saber para onde voar.
Ela, por sua vez, carregava dentro de si uma força silenciosa. Sabia ser rainha sem coroa, delicada sem ser pequena. Quando se sentia vista, florescia. O lar ganhava calor, os gestos ficavam mais leves, e até o tempo parecia desacelerar. Não era dependência, era encontro. Dois mundos que se reconheciam e escolhiam caminhar juntos.
Entre eles havia uma dança antiga, quase instintiva. Ele aprendia a escutar a natureza feminina, não como mistério a ser domado, mas como magia a ser respeitada. Ela permitia-se ser resgatada não da própria força, mas do cansaço de lutar sozinha. E assim, entre risos, silêncios e abraços que diziam mais que palavras, descobriram que amar é isso: alinhar almas, transformar casas em lares e fazer da vida uma harmonia possível.