O dia lambeu a água...
Paladar refrescante da Serra,
Persegui envolta dos rios
A flor quando a toca sara,
Cruzei com os teus olhos a cor
Azul do oceano,
Deixei o relógio despertar
Sem apressar o agora!
Para compensar a partida,
Se por acaso for embora,
Deixe os teus amanhãs atrás das portas,
Não precisa olhar para trás nem esconder
A lágrima que chora,
Toda ventania que vem um dia volta!
Tudo corrói por dentro...
Amor e desafeto jogam fora semtimentos,
A cruz somente é pesada para os que carregam,
Romance de conto de fada são coisas de novelas,
O que dá sentido a mais a vida
É contarem estrelas das janela!
O dia pode amanhecer cinzento
Apagar o sol por um momento,
O mar ficar irado derribar os barcos
Com as forças dos ventos,
As montanhas se calarem diante
Da covardia,
As nuvens enviarem as brisas,
Rompendo o meu silêncio!
Livro: Mar de Poesias