Enchi meus olhos da tua beleza
Dei cordas aos meus pensamentos,
Arranquei as raízes profundas
Do teu interior,
Aproveitei tudo ao mesmo tempo!
Mas é vazia e oca por dentro
Como sem direção que corta o vento,
Machuca sem cicatrizar ferida,
Terra seca que não nasce mais vida!
É ferro que afia a lâmina ao fogo,
Mãos sem compaixão de nada,
Como janela fechada de um quarto,
Represa que se rompe com muitas águas!
Céu que se fecha e não se abre,
Palavras que não tem forças e evasiva,
Amor que não completa outra metade,
Como fúria que devasta uma cidade!
A madrugada se despede envergonhada,
As estrelas caindo ser ter mais brilho,
As areias da praia se atracando
Com as ondas,
O dia amanhecendo e o sol refletindo
Nas montanhas e saiu chorando!
Livro: Mar de Poesias