AMOR-TÊNIA
Tony Antunes
Qual verme em comboio intestinal
A sugar das entranhas as vitaminas,
Vitimizado estou no caos dos intestinos
A eructar com flatulência de metano
Os gases toxidários de monóxido.
Como fígados hepatizados na pia batismal
O sacrossanto gole desce pela goela
Rasgando as avenidas gargarinas aos gritos
[dos azares.
Assim, pelejando na crueza das dores com
[amor-tênia
Assovio um uivo louco e lacto
Em latrinas de solidão sem fim.
Rebrusco na brutalidade fetídica
As carniças das almas em tranze,
Elas acalentam-me com cantos caóticos
A mimarem-me às mulheres perdidas
Cantarolando a última canção
[da meia-noite…
Ding-dond, ding-dong, ding-dong!
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Lei 9610/1998
Livro: Poemas & Prosas de Tony AntunesComentários
Isso é o que eu chamo de inspiração do âmago, do fígado, do intestino, do interior! Parabéns!
Lorde Égamo | 28/11/2025 ás 21:54 Responder ComentáriosKkkkkkkkk!!!! Uma explosão de comentário! Kkkkkkkkkkk!!!
Tony Antunes | 28/11/2025 ás 22:16 Responder Comentários