Na tarde solitária, sob nuvens de chuva,
um bem-te-vi canta no alto da árvore.
ouço sua voz como um convite inesperado:
— Vem até aqui! Bem-te-vi!
Quem dera eu ter asas,
ou transformar-me em pássaro,
pousar ao teu lado e cantar contigo:
— Bem-te-vi! Bem-te-vi!
Mas a tristeza chegou quando percebi
que não era a mim que ele chamava.
Sua amada respondeu, e juntos voaram,
deixando-me apenas com o eco distante:
— Vem até aqui... Bem-te-vi...