Brincando entre planetas
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 12 de Maio de 2026 ás 19h 50min
Vamos, menina, brincar de esconde-esconde entre os planetas!
A Terra é a nossa casa,
e o céu, um convite
para um jogo sem fim.
Pegue a minha mão pequenina
e corra comigo
entre estrelas cintilantes.
O Sol, um farol gigante,
que nos guia e nos aquece.
Não podemos nos esconder lá:
é muito quente, muito brilhante.
Mas Mercúrio, o mensageiro rápido,
talvez nos esconda
em suas crateras antigas —
um labirinto de rocha e poeira,
onde podemos ser invisíveis.
Vênus, com o seu véu denso
de nuvens sulfurosas,
esconde grandes mistérios.
Um abraço quente e misterioso,
um lugar onde o silêncio reina.
Marte, o planeta vermelho,
com os seus desertos de areia,
pode ser o nosso esconderijo.
Em cânions profundos
ou atrás de vulcões adormecidos,
onde a terra guarda segredos.
Júpiter, o gigante gasoso,
com as suas faixas coloridas
e a Grande Mancha Vermelha.
Será que podemos nos esconder
dentro das suas tempestades?
Um turbilhão de cores e ventos...
Saturno, com os seus anéis majestosos
de gelo e poeira fina.
Podemos nos enroscar
entre esses braços de luz,
num véu de diamantes.
Urano e Netuno, os azuis distantes,
escondidos na penumbra fria.
Um eco de sussurros gelados,
um véu de mistério profundo.
E nós, menina, entre esses mundos,
corremos e rimos.
O nosso jogo eterno,
um piscar de olhos na vastidão.
Onde o silêncio é uma canção
e as estrelas são nossas amigas.
Somos poeira estelar brincando,
um segredo entre os planetas.
Nenhum sinal, nenhum som —
apenas a dança das órbitas
e a nossa alegria pura.
Escondidas no Cosmo,
para sempre.