Cai a névoa
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 23 de Maio de 2026 ás 06h 41min
Cai a Névoa
Cai a névoa na sombra do luar,
silenciosa como um suspiro,
envolvendo a terra em seu manto
de mistérios e sonhos desfeitos.
As árvores dançam ao vento,
suas silhuetas recortadas na escuridão,
sussurram segredos antigos
que só a noite é capaz de entender.
Os pássaros, sonolentos e calmos,
buscam abrigo seguro entre os galhos,
enquanto o mundo inteiro se encolhe,
tateando caminhos no véu da escuridão.
Luas pequenas se escondem,
quase tímidas entre nuvens leves,
pintando a paisagem de um tom prateado,
e despertando memórias há muito adormecidas.
Caminhando pela bruma densa,
os passos deixam ecos suaves:
risos que ficaram no passado,
vozes que o tempo jamais levou.
Olho além, na leve penumbra,
e o coração acelera ao sentir
o perfume fresco do orvalho,
onde cada gota guarda uma história.
Cai a névoa lentamente,
a sombra se estende suavemente…
é um convite ao encanto,
um abraço de paz e tranquilidade.
E aqui, na pausa perfeita da noite,
perco-me no conforto do silêncio,
tornando-me parte deste instante,
deste eterno jogo entre a luz e a sombra.