Centelha divina
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 22 de Março de 2026 ás 15h 22min
Eu sou uma centelha divina,
um sopro de luz no silêncio do infinito,
faísca breve — e eterna —
no coração oculto do universo.
Carrego em mim o eco das estrelas,
o brilho antigo que não se apaga,
mesmo quando a noite pesa
e o mundo esquece de sonhar.
Sou feita de pó e de eternidade,
de carne que sente e alma que voa,
um mistério que pulsa em segredo
entre o céu e o abismo.
Quando me perco, ainda ardo,
quando caio, ainda ilumino,
pois dentro de mim existe um fogo
que nem o tempo ousa tocar.
Eu sou centelha —
e mesmo pequena,
sou chama suficiente
para incendiar o infinito.