Centelha do infinito

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 06 de Abril de 2026 ás 16h 07min

Centelhas do Infinito

As centelhas cintilam, estrelas pelo céu,

bordando véus de prata no manto da noite.

 

O vento murmura segredos antigos,

e o tempo, em silêncio, suspira lembranças.

 

Há um rumor de eternidade no ar,

um eco de sonhos que nunca se apagam.

Cada estrela é um suspiro do universo,

um lampejo de alma perdida no espaço.

 

Sob o firmamento, o coração desperta,

tateando o mistério que o envolve.

A lua, serena, derrama sua luz

como um bálsamo sobre as feridas do mundo.

 

Oh, vastidão que tudo acolhe,

quantas histórias dormem em teu seio?

Quantos amores se dissolveram em pó de estrelas,

quantas promessas se perderam no vento?

 

As centelhas dançam, tímidas e livres,

como pensamentos que buscam sentido.

Cada brilho é um verso não escrito,

um poema que o cosmos declama em silêncio.

 

E o olhar, perdido na imensidão,

encontra abrigo na beleza do efêmero.

 

Pois há eternidade em cada instante,

há vida em cada lampejo de luz.

O céu é um espelho da alma do tempo,

onde o passado e o futuro se tocam.

 

E as estrelas, guardiãs do impossível,

sussurram verdades que o homem esqueceu.

 

Assim, sob o véu da noite infinita,

as centelhas cintilam — frágeis, eternas —

tecendo o destino em fios de luz,

bordando o silêncio com o brilho da esperança.

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