Chuva no alpendre
| Metapoesia | 2025 - Antologia Jamile Lopes e Convidados | Selma SantosPublicado em 30 de Setembro de 2026 ás 21h 26min
Chuva no alpendre
O dia amanheceu frio, convidativo para tomar um café quente e deitar numa rede embaixo do alpendre da casa de quatro águas.
Vislumbrando a paisagem; vejo que as árvores estão com suas folhas mais verdes e balança sem parar num ritmo cadenciado, parecem desfilar, as flores, ah as flores são o meu xodó. Essas me encantam, com suas cores belas, roxas, vermelhas, rosas, e amarelas.
Pássaros cantam seus cantos afinados, as borboletas aproveitam para extrair o cheiro das rosas que exalam seus perfumes pelo ar, em harmonia com esse maravilhoso e atípico dia.
O céu está cinzento e as gotas de chuva caem pelas estradas barrentas que ficam escorregadias, más quem se importa, a gente quer que chova todo o dia.
Chuva traz comida pra mesa, traz esperança pra o homem e pra criança alegria.
Estamos na primavera, más sertão é quente e não tivemos inverno, a terra é seca e árida igual aos pés rachado do sertanejo. Más se tem um povo que não sua ignorância reza e tem fé é ele.
Todos os dias quando acorda, olha pro céu, agradece a Deus e coloca o seu chapéu, põe a inchada nas costas, o facão do lado e vai pra roça trabalhar.
esse clima ameno do qual não estávamos esperando, por causa do fenômeno el nino, de repente o Criador surpreende a criatura com uma chuva de bençãos.
Obrigada Deus, porque o Senhor faz a chuva chover para os grandes e pequenos, para os humildes e os nobres. E assim contínuo contemplando a chuva caindo no alpendre.