Cidade cósmica
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 03 de Janeiro de 2026 ás 12h 54min
Há uma Cidade lendária flutuante,
no mais profundo cosmo do espaço.
Não presa a estrelas, nem orbitando sóis,
mas suspensa em teias invisíveis,
dançando com o vento cósmico.
Feita de poeira estelar condensada,
e luzes que cantam melodias antigas,
arquitetura impossível, desafiando a gravidade.
Torres espirais que tocam o vazio,
pontes de arco-íris cósmicos
ligando os bairros etéreos.
Seus habitantes, seres de pura energia,
formas fluidas, cores mutáveis,
comunicando-se através de telepatia estelar.
Bibliotecas imensas, repletas de histórias
escritas nas ondas de rádio,
cada livro uma galáxia inteira.
Não há noite, nem dia, apenas um crepúsculo eterno,
uma sinfonia de cores dançando
nas paredes cristalinas da cidade.
Visitantes raros, viajantes perdidos
encontram refúgio em suas ruas cintilantes,
um oásis de paz no deserto interestelar.
Dizem que seus segredos são infinitos,
que a chave para a compreensão do universo
repousa em algum lugar, em suas profundezas.
Mas para alcançá-la, é preciso
silenciar a mente, abrir o coração
e deixar-se levar pela dança cósmica.
Porque a Cidade Lendária Flutuante
não se revela a quem a procura,
mas a quem se permite ser encontrado.