Sinopse: Entre silêncios e vestígios de um amor que resiste, uma confissão aguarda o instante de romper o silêncio.
Diga...
Diga que sentes o que sinto,
que a vida é um labirinto
sem a luz do nosso amor.
Diga que a noite é comprida,
que dormir é uma despedida
sem o abrigo do meu calor.
Diga que a solidão te devora,
que ainda lembras e choras
dos dias em que eu era teu,
do amor que o tempo não venceu...
Diga que tudo é loucura,
que eu era a tua doçura,
a cura para a tua dor.
Diga que meu amor era alento,
que ainda escutas no vento
a canção dos beijos meus...
Diga que sem mim tudo é ruína,
que já não há adrenalina
nas coisas simples do amor.
Diga que já não sentes nada,
que a enxurrada levou na estrada
meus beijos, abraços e calor.
Diga que o mundo perdeu o sentido,
que restou do amor vivido
só vestígios dos sonhos teus...
Diga que sou teu amado,
que me queres sempre ao teu lado
em todos os dias teus.
Diga que sou tua vida,
tua paixão,
rio que rega a alma
quando há mar no coração...
Diga que ainda sou teu,
que nem por um instante me esqueceu,
que teu corpo estremece,
que na saudade enlouquece,
tentando me dizer
que o lugar que me deste
ninguém conseguiu preencher...
Diga...
Diga que o amor não morreu,
que ainda existe um pouco de nós
no silêncio da tua voz.
Diga...