Dunas de amor
Poemas | Poesia Amorosa | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 30 de Março de 2026 ás 06h 51min
Na brisa suave de um entardecer,
as dunas se erguem,
macias e douradas,
como sonhos acariciados pelos sussurros do tempo.
Cada grão de areia
é uma história guardada,
um pulso escondido,
um instante compartilhado que o sol abraça com carinho.
Aqui, nesta vasta paisagem,
os ecos de risos se entrelaçam com o murmúrio do vento;
as pegadas dos passos se desvanecem,
mas o amor persiste,
como o aroma salgado do mar que nunca se apaga.
As ondas contam segredos,
e as gaivotas giram em dança,
enquanto nós,
perfis desenhados na areia,
nos encontramos sob o céu.
Às vezes, o mundo parece pesado,
mas neste cantinho,
tudo fica leve;
as preocupações se dissipam
como nuvens passageiras
num horizonte de esperança.
As dunas, testemunhas de tantas promessas,
nos envolvem em seu abraço quente.
As estrelas começam a aparecer,
e a lua, guardiã de segredos,
nos convida a sonhar,
a flutuar como folhas ao vento,
a deixar que o amor,
sem barreiras,
nos guie.
Sorrimos entre sussurros,
as mãos entrelaçadas,
os olhares iluminados
pela luz dourada de um novo dia.
Aqui, na encosta da existência
onde o tempo se detém,
as dunas nos contam
que o amor é infinito,
que sempre haverá um amanhecer
para quem sonha,
e um refúgio em seu abraço.
E assim, enquanto o sol se põe,
marcando o fim de um dia,
as dunas de amor se ergueem,
eternas e suaves,
um lembrete constante
de que em cada grão de areia
há um pedacinho do nosso coração.