Dunas de amoresII
Poemas | Poesia Amorosa | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 31 de Março de 2026 ás 07h 00min
Dunas de Amores
Nas dunas do tempo, o vento sussurra,
segredos antigos de amores e auroras.
A areia dourada, em dança tão pura,
guarda pegadas de almas sonhadoras.
O sol se deita no peito do mar,
tingindo o horizonte de fogo e desejo.
Cada grão brilha, parece falar,
de beijos guardados num doce lampejo.
Oh, dunas de amores, vastas e serenas,
onde o coração se perde e se encontra.
Entre curvas suaves e brisas amenas,
a paixão floresce, o medo se desmonta.
Há perfumes de maresia e lembrança,
há promessas escritas no ar.
O amor, em sua eterna dança,
vem e vai, sem nunca cessar.
Dois corpos se buscam, se tocam, se unem,
como ondas que voltam ao mesmo lugar.
O tempo suspira, os sonhos se fundem,
num instante que ousa não terminar.
As estrelas, cúmplices do segredo,
bordam no céu o brilho da emoção.
E o luar, com seu toque de enredo,
acaricia a areia, desperta a paixão.
Nas dunas, o amor é infinito,
não conhece fronteira nem fim.
É chama, é sopro, é grito,
é o eco do “sim” dentro de mim.
E quando o vento levar as pegadas,
quando o silêncio cobrir o luar,
as dunas, fiéis e encantadas,
ainda hão de lembrar — amar.
Pois o amor, nas areias do tempo,
jamais se apaga, apenas se transforma.
É vento, é verso, é sentimento,
é a vida em sua mais bela forma