Ecos de solidão

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 27 de Março de 2026 ás 06h 15min

Eco da solidão responde em minha alma,

como um sussurro ausente

que se perde entre os véus da noite.

 

É um chamado sem voz,

um vento que toca sem tocar,

um nome que não ousa nascer nos lábios.

 

Caminho por dentro de mim

como quem atravessa ruínas antigas,

onde os passos já não encontram retorno.

 

Há um silêncio que me habita,

feito de memórias que não se dizem,

de saudades que aprenderam a calar.

 

E ainda assim,

nesse vazio que ecoa e insiste,

algo pulsa —

frágil, quase esquecido —

como se a própria solidão

guardasse, em segredo,

um resto de esperança.

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