“EDUCAR em AÇÃO”
Literatura realista | Marlete DacrocePublicado em 23 de Fevereiro de 2026 ás 16h 21min
“EDUCAR em AÇÃO”
Havia uma pequena cidade onde as pessoas acreditavam que escola era apenas um prédio cheio de carteiras enfileiradas e quadros cobertos de conteúdos. Lá, muitos pensavam que educar era somente trabalhar os tópicos da grade curricular e passar listas intermináveis de atividades.
Mas, naquela mesma cidade, havia uma professora chamada Celeste.
Celeste sabia que educação não cabia apenas nos livros. Para ela, educar era ação. Era movimento. Era vida acontecendo todos os dias dentro e fora da sala de aula.
Enquanto outros se preocupavam apenas em “dar conta do conteúdo”, Celeste se perguntava:
— Será que isso faz sentido para eles?
--- Será que o que estou ensinando é importante para a vida?
Ela acreditava que educar era resignificar o que já foi dito e escrito. Era olhar para o conhecimento antigo com olhos novos. Era reformular, rever, aprender… e, quando preciso, desaprender.
Celeste observava cada aluno com atenção. Sabia que cada ser carregava habilidades únicas. Um desenhava com alma. Outro explicava contas com facilidade. Uma escrevia poesias escondidas no fundo do caderno. E ela fazia questão de focar nessas habilidades, incentivando-os a agir, criar e inovar.
Todo o dia buscava novas estratégias e metodologias. Transformava a aula em descoberta. Usava cores, histórias, debates, experiências. Misturava afetividade e amor até acertar o tom de cada turma.
Para Celeste, ensinar era arte.
Era fazer acontecer.
Ela dizia que educar era trabalhar competências: aprender a ser, a estar, a fazer. Era ensinar ética não apenas em palavras, mas em atitudes. Era mostrar, pelo exemplo, o valor do respeito, da responsabilidade e da esperança.
Muitas vezes estava cansada. Mas nunca deixava de plantar esperança. Porque acreditava que cada semente lançada, uma palavra de incentivo, um conteúdo bem compreendido, um gesto de acolhimento, poderia florescer em um mundo melhor.
Com o tempo, seus alunos cresceram. Tornaram-se médicos, artistas, pedreiros, cientistas, mães, pais, cidadãos conscientes. E todos carregavam algo em comum: a capacidade de pensar, questionar, criar e agir com ética.
Foi então que a cidade começou a entender que educação não era apenas conteúdo.
Educação era construção de pessoas.
Era formar cidadãos.
Era desenvolver o racional sem perder o coração.
E assim, através da arte de ensinar, Celeste ajudou a construir não apenas alunos cultos, mas novas mentalidades para o mundo.
E essa história ainda continua… todos os dias, em cada sala onde um(a) professor(a) que escolhe fazer da educação muito mais do que uma obrigação, transforma em mais uma linda missão.