Sinopse:
Em meio aos tempos de guerra, no alto da serra, a natureza acompanha a escolha pela paz. Entre sol, vento, rio e chuva, o cordel revela a força silenciosa de quem resiste, planta esperança e insiste em florescer.
Em Tempos de Guerra
Lá no alto da serra, onde o pássaro canta,
mora alguém que se alegra, pois a paz sempre encanta.
Não deseja a guerra, nem viver em tormento,
quer plantar esperança no chão do seu tempo.
Lá no alto da serra, onde o vento balança,
vive alguém que acredita na força da esperança.
Entre sonhos e dores, com fé que não erra,
segue firme na luta por um mundo sem guerra.
Lá no alto da serra, quando a aurora desponta,
cada raio de luz novos caminhos aponta.
Quem aprende com o dia, com o tempo que passa,
faz da vida um poema que o medo não caça.
Lá no alto da serra, onde o rio é mansinho,
corre junto da alma, feito velho vizinho.
No recanto que nasce, no silêncio que traz,
brota forte o desejo de viver sempre em paz.
Lá no alto da serra, numa casa singela,
mora alguém que se ajeita na luta mais bela.
Entre o peso da vida e a fé que persiste,
vai bordando seus dias com força que insiste.
Lá no alto da serra, quando a chuva desce,
a esperança floresce, a tristeza se esquece.
Cada gota que cai é promessa no chão,
faz brotar novos sonhos no peito e no pão.
Lá no alto da serra, quando o sol vem sorrindo,
cada sonho guardado vai se abrindo, florindo.
E a flor que renasce, mesmo em chão desigual,
prova que a paz resiste no mundo real.