Entre Risos e o Rio Arinos
| Crônica | 2026/4 Antologia Breves narrativas do cotidiano: entre histórias e versos do dia a dia | Rose CorreiaPublicado em 11 de Abril de 2026 ás 07h 29min
Sinopse:
Em uma tarde à beira do Rio Arinos, entre risos e reflexões, a fugacidade da vida se revela nos detalhes mais simples.
Título: Entre Risos e o Rio Arinos
Era uma bela tarde de verão. Estávamos sentadas à beira do rio, falando de coisas do cotidiano — de como a vida é fugaz, marcada por momentos como aquele.
Comentávamos o quanto é bom estar perto de pessoas importantes. E o quanto ainda é triste perceber que há quem precise se sentir superior. Sabíamos: seguimos caminhos diferentes, embora a estrada seja a mesma.
Enquanto isso, as crianças corriam pelas águas rasas do grande e manso rio Arianos. Suas águas, cristalinas e levemente esverdeadas, revelavam uma rica diversidade de peixes e outros habitantes. Elas recolhiam pedrinhas e brincavam de mineradores, alheias a qualquer peso que o mundo pudesse ter.
O sol já se despedia do dia, dando boas-vindas à noite. Algumas estrelas começavam a surgir no infinito. Os pássaros haviam cessado a algazarra e, mata adentro, vagalumes surgiam com seu suave piscar. A lua também se erguia, como se soubesse que, naquele dia, sua claridade era especial.
Continuamos ali, conversando e rindo como se não houvesse amanhã… até que, em um silêncio compartilhado, olhamos uma para a outra e entendemos: era hora de voltar para casa.
Por: Rose Correia.
Comentários
Como seria bom se pudéssemos viver sem compromissos, sem preocupações, sem hora de voltar para casa! Boa reflexão!
Lorde Égamo | 11/04/2026 ás 09:57