Uma estrela caída no chão,
Apagou o seu brilho, esvaiu sua luz.
Não deu tempo de despedir-se do céu
Todo estrelado,
Nem disse adeus a lua quando esteve
Sempre ao seu lado.
A noite ficou chorosa a sua ausência,
A nuvem parou de mover mudou
A aparência.
O vento correu pro mar navegando
Na suave brisa,
As areias ficaram caladas
Olhando as águas sombrias!
As ondas batiam nas pedras negando
Aquela noite,
Não acreditou que a rocha ainda ferida
Sentia os açoites,
A estrela sem força continuava caída,
Sem rastro iluminado sem nenhum
Sinal de vida!
A madrugada embriagou-se de tanta
Tristeza,
O céu enegreceu tirando toda
Sua beleza,
Os montes em sua volta queriam
Desaparecerem dos mapas,
E a estrela caída sumiu naquela escuridão
No dia em que foi tão amada!
Livro: Mar de Poesias