Eu era um poema

Canção | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 16 de Fevereiro de 2026 ás 13h 08min

Eu era a sílaba solta, 

a rima que ainda não tinha nome, 

vibrando no peito da montanha. 

 

O ar rarefeito, 

um beijo frio e súbito, 

o sopro das alturas. 

 

Não foi fúria, nem castigo, 

apenas um desejo imenso do que é leve, 

o vento buscando o que não se prende. 

 

Minhas palavras, antes firmes no papel, 

tornaram-se pólen, 

migrando para terras nunca vistas. 

 

Fui levada, 

transparente agora, 

dissolvida na vastidão azul. 

 

Restou o eco mudo, 

o espaço vazio onde antes cantava, 

a beleza breve de ter sido levada 

para sempre tão longe.

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