Faróis celestiais
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 23 de Abril de 2026 ás 10h 21min
Os faróis celestiais estão acesos
ardem no silêncio profundo do infinito,
como olhos antigos que nunca dormem,
vigiando o cansaço dos homens.
Ó meu Deus… até quando?
Até quando a noite será tão longa
que o coração esqueça o caminho da aurora?
As estrelas tremem como preces não ditas,
penduradas no véu escuro do tempo,
e cada uma delas sussurra
um nome que já foi esperança.
Há um vento frio atravessando a alma,
carregando perguntas sem resposta,
como folhas soltas no vazio do universo.
Mas ainda assim
mesmo na dúvida que sangra em silêncio
há uma chama pequena, quase invisível,
recusando-se a morrer.
Talvez os faróis não sejam aviso,
mas promessa.
Talvez estejam acesos
para lembrar
que a luz, mesmo distante,
nunca desiste de nos encontrar.