GARIMPEIRO
| | 2025 - Antologia Josivaldo Santos e Convidados - Poesia. Ontem - Hoje - Sempre | Pedro Danilo FaoroPublicado em 10 de Abril de 2026 ás 09h 58min
GARIMPEIRO
As águas turvas do rio ou barranco rico em metal.
Um barranco ou um leito arenoso com cascalho suspeito,
Uma chupeta na boca ou jato na mão esperando sinal,
Esperando para fazer o seu trabalho direito.
As pedras batem passando pelos grampos da maraca,
Batendo fortemente no rotor,
O material fica deslizando pelas tariscas...
Numa caixa empanada com sarrapilha,
A concentração do ouro acontece sim senhor,
No final da semana a caixa é rapidamente despescada,
A terra é colocada em um tambor,
Depois é lavada numa engenhoca chamada cobrinha,
A terra recebe o mercúrio,
É remexida para retirar os entulhos,
O ouro é limpo e queimado,
Depois do ouro ser pesado é dividido,
Os trabalhadores com o vidro cheio e com muito orgulho.
Vão para a rua a gastar o dinheiro do trabalho sofrido,
Na segunda tudo recomeça outra vez...
Com esperança de novamente o ouro ser conseguido.
FAORO: Pedro Danilo
SARRAPILHA tipo de pano que é colocado na caixa. TARISCAS: ripas para que a água e o material deslizem sobre a caixa e concentre o ouro, COBRINHA: local onde a terra é lavada e o ouro concentrado MARRACA: entrada da mangueira que seleciona as pedras que vão para a caixa. CAIXA dispositivo de madeira de aproximadamente 3 metros de comprimento por 1,5 m de largura.