Instante do amor

Poemas | Ode | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 13 de Março de 2026 ás 05h 05min

Ó, frágil ser de asas pintadas,

Borboleta, visão passageira,

A vida tua, em manhãs douradas,

É um sopro, uma dança ligeira.

 

Que pena triste, em tom suave,

Que o amor vivido, em teu voo breve,

Seja um lampejo, um brilho que lave

A alma, e logo se esvai, se neve.

 

Tu tocas a flor com leveza pura,

Beijas o néctar, um instante belo,

E a beleza finda, sem amargura,

Como um sonho lindo num castelo.

 

Em cada pétala que pousas calma,

Há um eco do que não pode ficar,

Lição ensinas à nossa alma:

O mais bonito é o breve amar.

 

Voa, criatura de efêmero encanto,

Pois mesmo breve, teu rastro é luz,

E no teu voo, sem medo ou pranto,

A eternidade em ti se traduz.

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