LABIRINTO
| Poesia Lírica | 2026/3 Antologia Rascunho do Eu: enquanto me escrevo | Djordana Cecília BombardaPublicado em 29 de Março de 2026 ás 09h 00min
Sou um ser inacabado
Que sorri e chora
E se apavora
Com as agruras da vida.
Sonho acordada
Com sonhos engavetados.
Escondo mágoas
E uma agenda rabiscada.
Lá no âmago do meu ser
O silêncio me apavora
Só eu sei o que sinto
Nesse labirinto
De segredos não revelados
Espelhos quebrados
E noites mal dormidas.
Muitas vezes me sinto perdida
Nesse turbilhão de sentimentos
Mas eu bem sei
Que cada tropeço
É um ensinamento
Para me fazer mais forte
E me impulsionar a seguir adiante
Sem perder a esperança
Muito menos a alegria.
Nesse mar de devaneios
E na ânsia das incertezas
Preciso me ressignificar
Prosseguir sem demora
Para encarar o futuro
E acabar o inacabado em mim!
Comentários
Parece muito com meu último texto A viagem introspectiva. Até parece que a mesma musa soprou versos nos seus ouvidos e no meu para que um seja a continuidade do outro. Meus eternos parabéns!
Keila Rackel Tavares | 29/03/2026 ás 15:58O poema "Labirinto" de Djordana Bombarda, é um convite à coragem de fazer um exame introspectivo. O "eu lírico" aceita a vulnerabilidade estar perdido, mas recusa a paralisia! O "labirinto", neste poema, não é apenas o lugar de onde se deve escapar, fugir, mas é um caminho de aprendizado contínuo, onde o objetivo final é a constante evolução do ser!
Lorde Égamo | 29/03/2026 ás 18:06