Sou um ser inacabado

Que sorri e chora

E se apavora

Com as agruras da vida.

Sonho acordada

Com sonhos engavetados.  

Escondo mágoas

E uma agenda rabiscada.

 

Lá no âmago do meu ser

O silêncio me apavora

Só eu sei o que sinto

Nesse labirinto

De segredos não revelados

Espelhos quebrados

E noites mal dormidas.

 

Muitas vezes me sinto perdida

Nesse turbilhão de sentimentos

Mas eu bem sei

Que cada tropeço

É um ensinamento

Para me fazer mais forte  

E me impulsionar a seguir adiante

Sem perder a esperança

Muito menos a alegria.

 

Nesse mar de devaneios

E na ânsia das incertezas

Preciso me ressignificar

Prosseguir sem demora

Para encarar o futuro

E acabar o inacabado em mim!

 

Comentários

Parece muito com meu último texto A viagem introspectiva. Até parece que a mesma musa soprou versos nos seus ouvidos e no meu para que um seja a continuidade do outro. Meus eternos parabéns!

Keila Rackel Tavares | 29/03/2026 ás 15:58
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O poema "Labirinto" de Djordana Bombarda, é um convite à coragem de fazer um exame introspectivo. O "eu lírico" aceita a vulnerabilidade estar perdido, mas recusa a paralisia! O "labirinto", neste poema, não é apenas o lugar de onde se deve escapar, fugir, mas é um caminho de aprendizado contínuo, onde o objetivo final é a constante evolução do ser!

Lorde Égamo | 29/03/2026 ás 18:06
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