Latência

Poesia Simbolica | Rose Correia
Publicado em 11 de Fevereiro de 2026 ás 07h 09min

Sinopse:

 Um poema sobre o tempo invisível da transformação — quando, mesmo no silêncio e no recolhimento, a vida pulsa e amadurece até o instante exato do voo.

 

Latência 

 

Teci, com finos fios, camadas sobre mim,

e quando já não via mais nada, adormeci.

Nada, nem ninguém, podia tocar-me.

 

Mas o vento eu reconhecia,

cantando na copa das árvores;

a chuva eu sentia,

caindo mansa sobre a terra.

 

Ouvia a canção da vida

pulsando em torno,

inclusive em mim.

 

E a luz do sol, enfim,

pousou sobre mim —

não para ferir,

mas para fazer-me florescer.

 

Esperei.

 

E voei,

como a borboleta

ao romper o próprio casulo.

Comentários

Espetacular!

Keila Rackel Tavares | 11/02/2026 ás 07:48 Responder Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.