Dai-me asas como passarinhos
Para sobrevoar os montes,
Ter a liberdade não aprisionada
Construir o nosso ninho...
Cantar ao amanhnecer... Despertar
A madrugada em dias de frios!
Não cair nas ciladas e armadilhas
Dançar no ar cortando a brisa,
Um dia descer da árvore
Conhecer o mar das imensas águas,
Brilhar como sol minhas cores
Beijar também as lindas flores,
Exalar a natureza harmoniosa!
O dia seja a lembrança carinhosa
Como bailarino sobre as cordas,
O suspiro que tira o fôlego
Tão de repente,
Um passarinho em forma de gente
Seu canto que todos adoram
Prisioneiro de sua própria obra!
Ao cair da tarde ouvem-se
As cantorias,
Vem dos altos céus tais melodias
Parecem eternizadas,
Anuncia a noite estrelada
Em meio a grande lua,
Apagam-se as luzes das cidades
Acendem os corações sem maldades!
Livro: Mar de Poesias