Sinopse:
poema sobre o colapso do que só se mantém no oculto. Quando exposto, o excesso perde forma, e o que cede revela espaço — não ausência, mas possibilidade.
Matéria que Cede
Havia volume.
Não forma.
Um dentro do outro,
o que se guarda quando não se nomeia.
Toque.
Resposta.
O que vive do escuro
procurou altura.
Pensamento não é lugar seguro.
Fio.
Ruptura.
O excesso cedeu
antes que eu cedesse.
No chão,
o que precisava de sombra
não suportou existir.
Fim
não anunciado.
Permanece
o espaço
onde algo
ainda
pode.
Poesia Hermética.