MORTE SÓBRIA
Tony Antunes
Gosmo ante os lapsos dos vácuos,
Cismo com olhares de soslaios ermos,
Ávido por um soluço amigo - grito!
No retardo das demências - dano-me!
Os olhos em cansaços catarados,
Ofuscam a visão da realidade,
As mãos trêmulas tropeçam trôpegas:
- Já não consigo tomar o chá da alegria!
As pernas engoladas na degola,
Caem das gangorras gargulares do destino.
Um peso, duas medidas de tormentos,
Um grama de fumaça no ar da morbidez.
Os vermes roendo ossos descarnados,
Crocam seus dentes nas falanges,
Furulam-se na poeira cadavérica,
A necropsia cadaverina denunciara:
- Não foi morte súbita, foi sóbria!
Palmares, 21/2/2025
In. Poemas & Prosas de Tony Antunes. CriaArt, Palmares/PE 2025
RESPEITEM-SE OS DIREITOS DO AUTOR:
Lei 9610/2/1998
Comentários
Uma linguagem audaciosa! Parabéns!
Lorde Égamo | 28/11/2025 ás 21:57 Responder ComentáriosObrigado, meu querido!
Tony Antunes | 28/11/2025 ás 22:15 Responder Comentários