“Mudar para evoluir”

Poemas | Metapoesia | Marlete Dacroce
Publicado em 19 de Abril de 2026 ás 17h 43min

“Mudar para evoluir”

A única maneira de mudar de vida
É mudar de ambiente
Sussurros do vento na fachada
Em atravessar portas fechadas.

 

O ambiente, silencioso
Molda gestos repetidos
Como um espelho invisível
Que copia, aprende e repete

E assim seguimos.


Sendo a média dos nossos
Das vozes que mais ouvimos
Dos passos que mais seguimos

É a verdade nua e crua


É que imitamos sem perceber
Absorvemos sem escolher
E nos tornamos extensão
Do que nos cerca.

 

Mas há um instante em que o ser desperta
E entende que mudar comportamento
É redesenhar destino, reescrever resultados
Com as próprias mãos.

 

Lembro então do balde do caranguejo
Pequeno, raso, cheio de caranguejos vivos
Que não fogem, não porque não podem
Mas porque um puxa o outro para baixo.

 

Como se o voo fosse ameaçar
E querer sair significasse traição

O balde está aberto, nenhum sai
O medo, coloca correntes na evolução.

 

Assim somos nós, em lares, círculos sociais:
Quando um se ergue diferente, o ambiente se inquieta,
Resiste, aperta, engole, ou você sai do ambiente,
Ou o ambiente te consome.

 

Não há meio termo a quem deseja crescer

Por isso, se for partir? Vá inteiro!
Se for mudar, mude por dentro e por fora.

A maior coragem do mundo não é subir

 

É não aceitar voltar para o balde

 

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