Não solidão do cais
Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 26 de Fevereiro de 2026 ás 19h 45min
Na solidão do cais
O vento sopra histórias antigas
Sussurros do mar
Meus pés descalços
Sentem o frio da madeira gasta
A espera constante
As ondas vêm e vão
Num ritmo que acalma a alma inquieta
Lavam a areia do tempo
Olho para o horizonte
Onde o azul encontra o infinito
E sinto a presença
Não de corpos, mas de luz
Uma vibração suave no ar denso
Um silêncio que fala
O mundo espiritual se revela
No cheiro de sal e maresia
Na dança das gaivotas
As ondas me levam
Não fisicamente, mas na mente
Para além do visível
Aqui, no limite da terra
Entendo que sou parte de tudo
Um eco no vasto oceano.