Navegante do vazio
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 04 de Junho de 2026 ás 12h 33min
Navegante do Vazio
Ele navega na solidão do cosmo,
onde o silêncio é denso como estrelas mortas,
e cada constelação é uma porta
que nunca se abre para o abraço.
Sua nave corta o tecido negro,
costurando rotas em luz fantasma,
enquanto planetas dormem indiferentes
ao seu grito mudo de existir.
Ele busca nos anéis de Saturno
um eco do que deixou na Terra—
o riso de alguém, o calor de uma mão,
a gravidade simples de pertencer.
Mas o cosmos não responde.
Apenas reflete seu rosto
em nebulosas de gelo e fogo,
espelho infinito de sua própria ausência.
E assim ele segue, astronauta da alma,
cartografando vazios,
aprendendo que a solidão
é o preço de tocar o infinito.
Comentários
Rosy Neves conserva uma temática poética em sua natureza. Além deste poema "Navegante do vazio", ainda temos "Navegante das estrelas", "Deserto cósmico", "Há um rio que corre silencioso", entre outros, mantendo o contexto e a essência!