Navegante entre galáxias
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 09 de Julho de 2026 ás 05h 09min
Navegante Entre Galáxias
Rosy Neves
Navegante entre galáxias,
desperdício de astros quebrados,
as velas, cansadas,
bufam ao vento da eternidade.
Teu coração, um mantra,
bailarino da bruma,
aponta sempre para o norte,
onde a neblina é densa,
mistério que envolve e abraça.
Caminhos entre luz e sombra,
teus passos ecoam na vastidão do desconhecido,
como sussurros de estrelas,
que dançam ao redor de um lago silencioso,
refletindo a promessa de mundos não vistos,
onde o tempo é uma correnteza suave,
deslizando entre dedos curiosos.
Em cada imagem do cosmos,
te busco, navegante de silêncios,
navegando com o olhar aceso,
por entre as constelações de sonhos,
onde os resquícios de cores milenares
sussurram segredos em língua antiga,
tecidos de poeira cósmica e anseios.
Como o vento na face do mar,
eu sinto a tua essência,
perdida entre fragmentos de universo,
um eco distante que chama do fundo das profundezas estelares,
teu espírito viajante,
por entre buracos negros
e supernovas que iluminam a escuridão.
Caminhos que serpenteiam,
enrolados como serpentes de luz,
pintando desencontros invisíveis,
um mapa perdido sob a poeira do tempo,
cada estrela uma esperança,
cada planeta um sonho mais próximo,
cada cometa um suspiro de liberdade.
No horizonte onde tudo se dissolve,
tu danças,
enquanto o infinito se estica,
sem limites, sem regras,
um balé de possíveis realidades,
teu ser, um eco do que um dia fomos,
flutuando entre as marés de espaço e tempo.
As velas, cansadas,
sonham com ventos mais jovens,
que soprem e elevem,
cada náufrago, cada viajante,
em busca de uma luz,
que brilha como farol distante,
a prometer um retorno ao lar,
onde a vida é uma tapeçaria
trançada de histórias e memórias,
guiadas por constelações vivas.
Navegante entre galáxias,
teu caminho ainda é longo,
mas mesmo a escuridão,
tem o seu brilho,
a sua própria canção,
cantando para os que têm coragem,
de olhar além,
de se perder para se encontrar,
nunca é um desperdício,
mas um convite ao devaneio,
a explorar, a viver, a amar
a vastidão que há dentro de nós.