Nunca mais

Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 27 de Janeiro de 2026 ás 08h 52min

Nunca mais a dor, a sombra escura, 

Que paira sobre nós como um véu cruel. 

Um grito preso na garganta, a procura 

Por luz em meio ao caos, um triste papel 

Que a história teima em repetir, a sina 

De um povo a lutar contra o céu. 

 

Contra o céu, a esperança ainda brilha, 

Mesmo quando a dor parece não ter cura. 

A memória pulsa forte, a determina 

A não esquecer jamais o véu cruel, 

A erguer a voz, a lutar por um papel 

Mais justo, mais humano, sem sina. 

 

Sem sina, um futuro novo se desenha, 

Com cores vibrantes a pintar o céu. 

Um pacto firme, um compromisso, um papel 

De não permitir que a escuridão nos fira. 

Que a lembrança da dor seja o combustível 

Para rompermos de vez com o véu cruel. 

 

Com o véu cruel da impunidade, um ciclo 

Vicioso que a justiça despenha. 

A força da união, o impossível 

Transformado em realidade, mirando o céu. 

A fé na mudança, a garra, a bravura, 

Em cada gesto, em cada vida, um papel. 

 

Um papel de resistência, a cada dia, 

A cada passo, a cada novo ciclo. 

A certeza de que a luta não é vã, a bravura 

De seguir em frente, sem que a dor nos detenha. 

Com o olhar fixo na esperança, no alto céu, 

Acreditando que o futuro nos redima. 

 

Que nos redima da angústia, da estima 

Roubada, que nos traga alegria. 

Que a justiça se cumpra, que se alce ao céu 

O clamor por verdade, que encerre o ciclo 

De violência, que seque as lágrimas, que detenha 

A repetição da barbárie, a bravura, o papel. 

 

O papel de construir um novo céu, 

Onde a memória cure a alma, estima 

A vida, e que a justiça sempre detenha. 

O ciclo, o véu, a sina, a bravura.

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