O ARDOR DO CHÃO
Sou estrada sem destino,
Esperança perdida de um menino.
Túnel negro, luz perdida,
Coração esperando respirar vida!
Agora feito um piso,
Enterrado no ardor do meu chão,
Sem graça, sem riso,
No eco profundo do meu coração.
Noite que se faz presente
No encontro de um astro celeste,
Estrelado brilho do luar,
Deixando saudades por onde passar.
Quero silenciar meu caminho,
Encontrar na noite brisa mais pura,
Quem sabe chegue o destino
Trazendo uma estrada mais segura.
No chão que corro,
O piso é de ardência,
Sigo o luar de fogo
Que me guia e silencia!