Ó chuva
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 02 de Janeiro de 2026 ás 15h 46min
Ó chuva, que cai sem dó nem razão,
Esmagando os jasmins, flor da estação.
Seu perfume no ar, agora tão fraco,
Submerso na água, num doloroso baque.
Ó brancas pétalas, de suave beleza,
Sob o peso da água, sentem a tristeza.
A força da chuva, rude e incessante,
Rouba-lhes a vida, num instante.
Ó jasmins, que outrora a noite perfumavam,
Agora prostrados, em lágrimas se afogam.
Seu delicado corpo, sob o temporal,
Um triste espetáculo, tão desigual.
Ó chuva, detém-te, cessa teu furor,
Deixa os jasmins viverem, mostrar seu valor.
Permite que o sol, novamente brilhe,
E seque as pétalas, com um toque gentil.
Ó jasmins, erguei-vos, apesar da dor,
Mostrai vossa força, renascei com amor.
A chuva passará, o sol retornará,
E vossa beleza, novamente brilhará.