Baseado na obra O Corvo de Edgar Allan Poe.
Era noite de dezembro de 1845, bem me lembro, a neve caia com seus ais, assobiava a tempestade para meus umbrais e com ela veio aquela ave sombria que loucamente batia as suas asas altivas nas minhas janelas e portais. Eu sabia que como era ela um corvo, estava trazendo consigo algo de mal presságio, senti um peso, um desgosto, lembrei-me de Eleonora então a ave sombria, como se adivinhasse o que eu sentia abriu o bico de forma altiva e soltou um grunhido que nos meus ouvidos foram entendidos como um som, uma resposta que eu não queria, Eleonora e eu " nunca mais!". Nunca mais a verei, virou anjo e eu mero mortal, rogo que me leve, mas a ave se foi, deixou a pena preta e na neve se enfiou , congelou, meus sonhos de um dia para uma noite, pesadelos se tornou!
Nunca mais!
Nunca mais!
Eleonora jaz!
Nada mais satisfaz!
Comentários
Que lindo texto
Rosilene Rodrigues Neves de Meneses | 31/01/2026 ás 16:08 Responder ComentáriosObrigada, amo a literatura gótica, por ser um ramo do lirismo que se mistura com a literatura fantástica e o mistério sem perder o romantismo.
Keila Rackel Tavares | 31/01/2026 ás 16:23Ondas de misterio no ar. Parabens pelo escrito.
Eidi Martins | 31/01/2026 ás 19:47 Responder ComentáriosObrigada, é o tipo de coisa que mais amo!
Keila Rackel Tavares | 31/01/2026 ás 20:24