O dia em que a terra (quase) parou

Poemas | Ensaio literário | ADAILTON LIMA
Publicado em 04 de Junho de 2026 ás 10h 09min

O dia que a terra (quase) parou

 

A formiga parou de trabalhar 

A cigarra nesse dia não cantou

A borboleta a flor não beijou 

A abelha o mel nao produziu

E o sol, tristonho não raiou

 

As pessoas não riram

Também não choraram 

Tão pouco se falaram 

Não sentiram a brisa...

Os ventos não sopraram

 

A guerra se deu trégua 

Canhões explodiram de amor

Inimigos ofereceram a flor

Desconfiados deram as mãos 

Não entenderam tanto clamor

 

As estrelas sumiram

A lua desapareceu 

O céu todo escureceu 

O cristão não rezou 

Quem orou foi o ateu

 

O relogio parou de vez

O ponteiro não engrenou

A hora certa titubeou 

Mas nada era relevante

Pois nem o alarme soou

 

Mas o mundo não pereceu 

Ouviram-se um choro de criança 

O poeta não perdeu a confiança 

Ele aproveitou e fez um poema

Com uma mensagem de esperança

 

ADAILTON LIMA

Comentários

Um poema enriquecido pelas antíteses culminando com uma mensagem de esperança! Ótimo!

Lorde Égamo | 04/06/2026 ás 13:00
Responder

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.