O Pâncreas e a Alma: Uma Sinfonia entre Psicanálise e Terapias Integrativas
Ensaios | | Luciana KelmPublicado em 20 de Março de 2026 ás 15h 55min
No universo do Diabetes Mellitus Tipo 1, o corpo não é apenas uma máquina que falha em processar o açúcar; ele é um território onde a vida exige uma vigilância ininterrupta. Como graduanda em Terapias Integrativas e trilhando os percursos da Psicanálise, percebo que o manejo do DM1 que vivo diariamente como "mãe pâncreas" do Matheus, acontece na intersecção entre a técnica e a subjetividade.
A Psicanálise nos convida a ouvir o que o sintoma diz. O diabetes, com suas altas e baixas, muitas vezes reflete as flutuações do desejo e o peso do controle. Mas como sustentar essa escuta quando o corpo físico clama por equilíbrio imediato? É aqui que a meditação e os florais entram como aliados fundamentais.
A meditação não é apenas silêncio; é a regulação biológica do estresse. Ao meditarmos, reduzimos o cortisol que tanto confunde a ação da insulina, criando um espaço de paz entre o sensor de glicose e a tomada de decisão. Já os florais atuam na camada sutil das emoções, suavizando o medo da "hipo" ou a exaustão da vigilância. Unir essas frentes é oferecer ao sujeito não apenas a sobrevida, mas uma vida com sentido. É entender que, entre uma dose de insulina e outra, existe um ser humano que pulsa, sonha e precisa de acolhimento integral.