O pequeno velejante
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 07 de Março de 2026 ás 09h 14min
O pequeno velejante
tão longe,
tão distante do cheiro familiar da terra.
O mar aqui é outro,
uma tinta escura
puxada pelo manto da noite cósmica.
Ele navega
não em ondas salgadas,
mas em silêncios vastos, frios.
Entre estrelas que não brilham,
mas pulsam lentas,
como corações adormecidos.
As marés altas
não são da água,
são de nuvens de gás,
nebulosas gigantescas
que o engolem e devolvem.
Escondido,
um ponto minúsculo
no mapa sem margens.
O lar é uma memória tênue,
um ponto azul perdido
na imensidão que o abraça
e não o solta.
Ele flutua,
o pequeno viajante,
entre a poeira de sóis mortos
e a promessa de um novo alvorecer
que talvez nunca chegue.
Comentários
Que fantástico! Rosy Neves brinca com a dualidade, mar e terra, e o desconhecido cosmo e nos descreve uma jornada imaginária espacial ou até mesmo existencial! Um primor!
Lorde Égamo | 07/03/2026 ás 09:29