O Peso das Pequenas Despedidas

Há despedidas que não se anunciam. Não têm malas prontas, nem lágrimas derramadas. São silenciosas, quase invisíveis, mas deixam marcas profundas.

É quando alguém deixa de ligar, quando uma conversa se torna mais curta, quando o abraço dura menos segundos do que antes. São pequenas fissuras que, somadas, partem a inteireza de uma relação.

E, no entanto, há beleza nesse processo. Porque cada despedida, mesmo a mais discreta, nos ensina a valorizar o instante. A vida é feita de encontros e desencontros, de presenças que se tornam ausências e de ausências que se transformam em memória.

No fim, não é o adeus que pesa, mas o silêncio que fica. E é nesse silêncio que aprendemos a nos reconstruir.

Silvia Santos

Livro: Metade Inteira, Metade Partida: Contos, crônicas, cartas, poemas e histórias de quem vive em pedaços e plenitudes

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