O sol há de brilhar mais uma vez,
promessa sussurrada no vento fraco,
depois da tempestade que lavou a alma.
As ruas, antes inundadas de medo,
agora refletem um céu ainda tímido,
mas azul, um azul que renasce.
Há barro nas mãos, marcas de luta,
mas também sementes plantadas
na esperança que teima em brotar.
Os pássaros, cautelosos, ensaiam
o canto que embalará um novo dia,
uma melodia de fé e recomeço.
O sol há de brilhar mais uma vez,
não como um castigo escaldante,
mas como um abraço quente e acolhedor,
secando as lágrimas, cicatrizando as feridas,
iluminando o caminho à frente,
um caminho de paz e reconstrução.
O sol há de brilhar, sim,
mais forte, mais intenso,
porque a escuridão não vence,
a resiliência floresce
e a vida pulsa, sempre.