O sono na luz e na sombra
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 29 de Maio de 2026 ás 07h 31min
O Sono na Luz e na Sombra
Ele dorme na sombra das réstias de luz,
aquilo que restou da grande centelha divina,
num clima de murmúrio e pura serenidade,
um lugar onde os sonhos se entrelaçam e flutuam
leves como folhas levadas pelo vento.
A brisa suave sussurra segredos ternos
de um mundo bom que o recebe e o acolhe,
enquanto os raios filtrados brincam pelo ar,
desenhando sombras que dançam sem pressa
sobre a sua pele tranquila e sonhadora.
É como se o tempo, aqui, se tornasse leve,
e a própria realidade parecesse apenas um eco distante.
Aqui, neste canto escondido e sagrado,
o silêncio deixa de ser vazio e se faz canção,
e cada pequeno fio de luz que aparece
é uma promessa clara de um amanhã melhor,
um convite doce para flutuar sem esforço
nas correntes profundas do ser,
sem nenhuma pressa,
e sem o menor vestígio de medo.
Ele desliza calmo entre as nuvens
da sua própria e rica imaginação,
onde o azul infinito do céu se confunde e se mistura
com o brilho eterno das estrelas.
E ele sabe, no fundo da alma,
que mesmo nos momentos de maior escuridão,
aquela centelha divina que há nele
nunca, jamais se apaga.
Assim, ele segue dormindo em paz,
descansando pleno na sua esperança,
neste altar vivo feito de sombras e luz,
um espaço onde tudo é possível,
e onde o amor é a única verdade absoluta
que, devagar e sempre, se revela.