Os astros

Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 04 de Janeiro de 2026 ás 15h 47min

Os astros estão em declínio, 

em um cosmo profundo, 

luzes se esvaindo lentas, 

como suspiros distantes. 

 

Galáxias espiralam para dentro, 

buracos negros famintos, 

engolindo estrelas cadentes, 

lembranças incandescentes. 

 

Nebulosas, outrora vibrantes, 

agora fantasmas diluídos, 

cores desbotando em vácuo, 

um adeus silencioso. 

 

Planetas rodam sem rumo, 

órfãos de sóis falecidos, 

superfícies frias e desertas, 

ecos de vida esquecida. 

 

O tempo se curva e se estende, 

uma melodia fúnebre cósmica, 

o universo em sua dança final, 

rumo à escuridão primordial.

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